Abu Dhabi oferece vacina contra Covid-19 a turistas

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Para receber as doses basta se inscrever em um aplicativo, mas para entrar no emirado os brasileiros ainda devem realizar exames RT-PCR e cumprir quarentena

Os Emirados Árabes decidiram lançar o chamado “turismo de vacinação” de maneira discreta. No dia 11 de junho, as autoridades de Abu Dhabi afirmaram em comunicado que a partir de então as vacinas contra a Covid-19 poderiam ser disponibilizadas de maneira gratuita a todas as pessoas que possuem um “visto de entrada” no país, o que inevitavelmente abre a possibilidade de imunizar turistas estrangeiros. Para se tornar apto a receber as doses da Pfizer-BioNTech ou da Sinopharm, bastaria se inscrever no aplicativo da Autoridade Sanitária de Abu Dhabi, o SEHA. Não há nenhuma indicação de que a mudança também se aplique a Dubai ou aos outros cinco emirados, onde por enquanto apenas cidadãos e residentes permanentes podem ser vacinados. Porém, nada impede que o viajante chegue ao país por Dubai e percorra os 140 quilômetros (cerca de 1h30 de carro) até Abu Dhabi para ser vacinado ali.

Para entrar nos Emirados Árabes em um voo do Brasil com destino a Abu Dhabi com conexão na Europa, por eemplo, os viajantes devem realizar pelo menos três testes RT-PCR: o primeiro até 96 horas antes do embarque, o segundo na chegada ao aeroporto e o terceiro no sexto dia de uma quarentena de dez dias. No caso de viagens mais longas, é necessário fazer um quarto teste no 12º dia no país. A entrada de passageiros vindos do Brasil por Dubai é mais comum, já que a Emirates possui voos diretos de São Paulo, e relativamente mais simples. É preciso realizar um teste RT-PCR até 72 horas antes do embarque e outro na chegada ao aeroporto, mas caso os dois resultados sejam negativos, não é necessário cumprir quarentena ou fazer mais exames. Caso o turista queira seguir de lá para Abu Dhabi por via terrestre sem ter que cumprir quarentena, é preciso passar dez dias em Dubai e só então seguir para o emirado vizinho com um teste RT-PCR realizado até 48 horas antes. Mas, ainda assim, será necessário fazer novos exames no sexto e no 12º dia em Abu Dhabi. Ou seja, é uma função daquelas.

Turismo de vacinação

Além de não ser tão simples quanto parece, o chamado “turismo de vacinação” esbarra em dilemas éticos. Além da problemática de viajar para o exterior em meio à pandemia do novo coronavírus, existe o apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que qualquer dose excedente seja doada ao Covax Facility, que faz a redistribuição às nações mais pobres. Também é indiscutível que a prática é altamente elitizada, já que é preciso dispor de tempo e dinheiro para viajar com o intuito de ser vacinado. Ainda assim, o “turismo de vacinação” é uma realidade entre alguns países que já imunizaram boa parte da população e agora usam as suas “sobras” para tentar recuperar o abalado setor do turismo, como é o caso da RússiaCubaSan MarinoPanamá e, futuramente, das Ilhas Maldivas.

O destino queridinho, porém, tem sido os Estados Unidos. Apesar da determinação oficial da Casa Branca ser de que apenas cidadãos norte-americanos e residentes do país podem ser vacinados contra a Covid-19, cabe a cada estado decidir que documentos serão solicitados nos postos de imunização. Os relatos são de que em cidades altamente turísticas como Nova YorkOrlando e Miami, as doses estão sendo aplicadas sem grandes burocracias. Como continua proibida a entrada de qualquer viajante que esteve no Brasil nos últimos 14 dias, brasileiros endinheirados têm passado duas semanas em países fora do bloqueio sanitário, principalmente o México.


FONTE: Viagem e Turismo

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