Canonização da Santa Dulce dos Pobres

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Canonização de Irmã Dulce

A Santa Dulce, como é chamada carinhosamente pelos fiéis, se tornará oficialmente uma santa neste próximo 13 de outubro. Ela será canonizada pelo Papa Francisco, numa grande cerimônia na Praça de São Pedro, no Vaticano. Irmã Dulce será santificada numa missa aberta, num modelo tradicional que ocorre anualmente para o reconhecimento de novos santos pela Igreja Católica – conhecido como “rito de canonização”, no início da missa.

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, nasceu e viveu em Salvador de 26 de maio de 1914 a 13 de março de 1992, e é reconhecida nacional e internacionalmente pelas inúmeras ações de caridade e assistência aos pobres, as quais a renderam o título de “o anjo bom da Bahia”.

Por que Santa Dulce?

Desde a sua juventude, Irmã Dulce já utilizava a casa dos próprios pais para acolher e ajudar os adoentados. Suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados lhe trouxeram notoriedade a nível nacional, além de ter sido cofundadora de várias instituições filantrópicas, como o Hospital Santo Antônio que atende diariamente mais de cinco mil pessoas.

Foi eleita em 2001 como “a religiosa do século XX”, por consequência de suas ações humanitárias. Em 2012, o SBT realizou uma pesquisa para eleger as personalidades que mais contribuíram para o desenvolvimento do país – ela ficou no top 12. Em 1988 foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por José Sarney, presidente do Brasil na época.

Ela é sempre lembrada relacionada à caridade, compaixão e amor ao próximo.

Da Beatificação à Canonização

Em 21 de janeiro de 2009, Irmã Dulce foi declarada venerável pela Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano. No dia 3 de abril daquele ano, foi aprovado o reconhecimento de suas virtudes heroicas pelo Papa Bento XVI.

No ano seguinte, em 9 de junho, a freira teve seu corpo exumado, velado e sepultado novamente, como último estágio do processo de beatificação. O anúncio da primeira bem-aventurada da Bahia aconteceu por meio do cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnel, em 27 de outubro de 2010, numa coletiva de imprensa, na sede das Obras Sociais Irmã Dulce.

Enfim, no dia 22 de maio de 2011, Irmã Dulce foi beatificada em Salvador, tornando-se oficialmente a “Bem-Aventurada Dulce dos Pobres”.

Curiosidade

Em 13 de agosto de 1933 a Irmã Dulce fez sua profissão de fé e votos perpétuos, tornando-se oficialmente freira.

Neste dia, 13 de agosto, é celebrada sua festa litúrgica, nas igrejas de Salvador e de diversos estados.

A mesma celebração ocorre na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, tendo sua festa litúrgica celebrada no dia 13 de março.

Neste ano de 2019, no dia 13 de maio, o Vaticano reconheceu um segundo milagre de Irmã Dulce, a cura de uma pessoa cega, feito que possibilitou à beata receber o título de santa.

E agora, no dia 13 de outubro, acontecerá a canonização da Santa Dulce dos Pobres, no Vaticano.

O que é a canonização

Durante a celebração, os novos santos são simbolicamente apresentados ao Papa, o qual faz o reconhecimento e oficializa a santificação.

As pessoas eleitas para o recebimento desta graça são consideradas exemplos de vida, pelas ações que realizaram e por suas virtudes. A Igreja considera que estas pessoas estão próximas a Deus, no céu, o que viabiliza a realização de milagres, já que podem interceder junto ao Pai.

Quem define e avalia as virtudes dos candidatos é a Congregação para a Causa dos Santos, passando em seguida para a análise do Papa, reconhecendo-os em sequência.

Certamente, a nossa querida Dulce dos Pobres é merecedora deste título que receberá no próximo domingo.

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